Catedral da Sé mantém tradição e reúne 1.200 pessoas em Missa do Galo

Local mantém celebração da missa a partir da meia-noite. Antes da liturgia, o grupo Arautos do Evangelho se apresentou. - G1 Notícias

Cerca de 1.200 pessoas participaram da Missa do Galo na Catedral da Sé, na região central de São Paulo, na noite desta quarta-feira (24). A estimativa foi feita pela administração da catedral que, ao contrário da maior parte das paróquias da capital paulista, mantém a tradição de realizar a cerimônia a partir da meia-noite. “Esta missa é a que abre, para nós católicos, o Natal. Há um significado muito profundo em ela ser realizada nesse horário e à noite. Porque é do escuro e do silêncio que emerge o brilho divino e Deus nos fala”, afirmou o bispo auxiliar de São Paulo dom Pedro Luiz Stringhini, que esteve presente à cerimônia celebrada pelo arcebispo de São Paulo, cardeal dom Odilo Scherer.



Antes do início da celebração, a igreja já havia sido tomada pelos fiéis que chegaram uma hora antes ao local para assistir ao concerto do grupo “Arautos do Evangelho”. O grupo, formado por 75 integrantes de 14 nacionalidades – entre elas Espanha, Inglaterra, Itália e Portugal – fez uma apresentação de cerca de 40 minutos com um repertório de dez canções natalinas, entre músicas sacras e populares. “A primeira música de Natal foi entoada pela virgem Maria para ninar o menino Jesus em seus braços”, falou um integrante do grupo antes de dar início ao concerto.

Ao longo da missa, integrantes do grupo também cantaram as canções da celebração. Os Arautos se apresentam na catedral durante a Missa do Galo desde o tempo em que o arcebispado de São Paulo era comandado pelo cardeal dom Claudio Hummes (1998-2006). “A boa música, bem executada, também é um caminho para Deus”, disse Stringhini. A dona de casa, Letícia Cabral, que assistiu à apresentação do grupo, concordou com a afirmação do bispo auxiliar. “Fiquei muito emocionada. Deu até vontade de chorar. Eles cantam tão bem que até parecem anjos. Parece que a gente está meio que no céu, sei lá”, disse ela que afirma ter ido nesta quarta pelo quinto ano consecutivo à celebração da véspera do Natal na Catedral da Sé. A Missa do Galo na Catedral da Sé começou pontualmente à meia-noite. Além de fiéis, a celebração reuniu diversos sacerdotes.

Ordenação Presbiteral e Diaconal de novos Sacerdotes Arautos ao vivo pela EWTN

Horários da transmissão pela EWTN da Ordenação Presbiteral e Diaconal na Igreja Nossa Senhora do Rosários, dos Arautos do Evangelho, no dia 20 e 21 de dezembro de 2008 (sábado e domingo).

EWTN NORTE AMERICA
USA (english), CANADA (english), USA Y CANADA (español):

Sábado 20 de dezembro:
12h00 New York, Miami, Toronto, Montreal.
11h00 Houston, New Orleans.
9h00 Los Angeles.

*equivale a 17h00 GMT (Greenwich Meridian Time)

Repetição (noite de sábado, dia 20, para domingo, dia 21)
24h00 New York, Miami, Toronto, Montreal.
23h00 Houston, New Orleans.
21h00 Los Angeles.

EWTN ESPANHOL INTERNACIONAL
Sábado 20 de dezembro:
11h00 México, Guatemala, El Salvador.
12h00 Bogotá, Lima, Quito.
13h00 La Paz.
14h00 Santiago.
15h00 Buenos Aires, São Paulo.

Repetição
24h00 México, Guatemala, El Salvador.
1h00 Bogotá, Lima, Quito.
2h00 Santiago.
3h00 São Paulo.

Podem assistir no Brasil assinantes do pacote total da Telefônica ou na EWTN Internacional pelo web site:

http://www.ewtn.com/SPANISH/index.asp


EWTN EUROPE ENGLISH
18h00 e 23h00 Horário de Londres

EWTN EUROPE INTERNATIONAL
22h00 Lisboa.
23h00 Roma, Paris, Madrid.

EWTN AFRICA E SOUTH ASIA
21h00 e 03h00 GMT PAC RIM - DOMINGO,
7h00 (Domingo, 21) 16h00 (repetição) Sydney
4h00 (Domingo, 21) 13h00 (repetição) Manila, Taipei.

Nossa Senhora de Guadalupe

Em 1531, a Santíssima Virgem, apareceu na Colina Tepejac, México, ao neófito Juan Diego, piedoso e inculto indígena, e comunicou-lhe seu desejo de ele se dirigir ao bispo com o pedido de, naquele local, construir uma igreja. O Bispo, Dom João de Zumárraga prometeu sujeitar o ocorrido a um meticuloso exame, e retardou bastante a resposta definitiva. Pela segunda vez, a Santíssima Virgem apareceu a Juan Diego, renovando, e desta vez com insistência, o seu pedido anteriormente feito. Aflito e entre lágrimas o pobre homem novamente se apresentou ao prelado e suplicou, fosse atendida a insinuação da Mãe de Deus. Exigiu então o bispo que, como prova da veracidade do seu acerto, trouxesse um sinal convincente. Pela terceira vez a Santíssima Virgem se comunicou a Juan Diego, não mais na colina de Tepejac, mas no meio do caminho à Capital, aonde este se dirigia à procura de um sacerdote para ir junto à cabeceira de seu tio, prestes a morrer. Isto foi num inverno e num lugar inóspito e árido. Maria Santíssima assegurou-o do restabelecimento do enfermo. Juan Diego, em atitude de profunda devoção, estendeu aos pés da Santíssima Virgem seu manto, e este, imediatamente se encheu de belíssimas rosas. “É este o sinal - disse-lhe Maria Santíssima - que darei a quem tal pediu. Leva estas rosas ao Sr. Bispo”. A ordem foi cumprida e, no momento em que o piedoso índio espalhou as flores diante do prelado, apareceu sobre o tecido do manto, uma linda pintura de Nossa Senhora, reprodução fiel da primeira aparição na colina de Tepejac. O fato causou grande estupefação, e às centenas acorreram os fiéis ao palácio episcopal, e mais tarde em triunfo levada à grandiosa igreja que se construiu na colina indicada pela Santíssima Virgem.

Desde então, Guadalupe é o grande santuário nacional do México, visitado continuamente pelas multidões de fiéis, que a Maria Santíssima recorrem em todas as suas necessidades. A devoção a Nossa Senhora de Guadalupe se estendeu sobre toda a América Latina, e numerosas são as igrejas que trazem o seu nome.

A partir daí, a evangelização do México tornou-se avassaladora, sendo destruídos os últimos resquícios da bárbara superstição dos astecas, que escravizavam outros povos e sacrificavam seus próprios filhos em rituais sangrentos.

O manto de Juan Diego é ainda hoje venerado no Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe. Em 1979 o Papa João Paulo II consagrou solenemente a Nossa Senhora de Guadalupe para toda a América Latina. A santa é muito invocada entre aqueles que sofrem doenças nos olhos.

Fonte: http://www.cot.org.br/igreja/ns-guadalupe.php

Mistérios no olhar de Nossa Senhora de Guadalupe segundo a ciência

Talvez o que mais intriga os cientistas sobre o manto de Nossa Senhora de Guadalupe são os olhos dela. Com efeito, desde que em 1929 o fotógrafo Alfonso Marcué Gonzalez descobriu uma figura minúscula no olho direito, não cessam de aparecer as surpresas.

Os olhos da imagem são muito pequenos, e as pupilas deles, naturalmente ainda menores. Nessa superfície de apenas 8 milímetros de diâmetro aparecem nada menos de 13 figuras!

José Aste Tonsmann, engenheiro de sistemas da Universidade de Cornell e especialista da IBM no processamento digital de imagens, dá três motivos pelos quais essas imagens não podem ser obra humana:

• Primeiro, porque elas não são visíveis para o olho humano, salvo a figura maior, de um espanhol. Ninguém poderia pintar silhuetas tão pequenas;

• Em segundo lugar, não se consegue averiguar quais materiais foram utilizados para formar as figuras. Toda a imagem da Virgem não está pintada, e ninguém sabe como foi estampada no manto de Juan Diego;

• Em terceiro lugar, as treze figuras se repetem nos dois olhos. E o tamanho de cada uma delas depende da distância do personagem em relação ao olho esquerdo ou direito da Virgem.

Esse engenheiro ficou seriamente comovido ao descobrir que, assim como os olhos da Virgem refletem as pessoas diante dela, os olhos de uma das figuras refletidas, a do bispo Zumárraga, refletem por sua vez a figura do índio Juan Diego abrindo sua tilma e mostrando a imagem da Virgem.


Fonte: http://pt.gloria.tv/?video=ftb6jofddwjrpodr1ymu&view=flash

Em breve... novo site oficial Arautos do Evangelho


Para fechar o ano de 2008 com chave de ouro estamos preparando uma surpresa para você
O novo Web site dos Arautos do Evangelho, com um novo design, novos textos, artigos, fotos, fundos de telas e muito mais para você.
Esperamos que você goste, aguardamos pela sua visita em breve!

São Martinho de Tours

Senhor, se o vosso povo precisa de mim, não vou fugir do trabalho. Seja feita a vossa vontade, dizia Martinho, bispo de Tours, aos oitenta e um anos de idade.

Ele despertou para a fé quando ainda menino e depois, mesmo soldado da cavalaria do exército romano, jamais abandonou os ensinamentos de Cristo. A sua vida foi uma verdadeira cruzada contra os pagãos e em favor do cristianismo. Quatro mil igrejas dedicadas a ele na França, e o seu nome dado a milhares de localidades, povoados e vilas; como em toda a Europa, nas Américas. Enfim, em todos os países do mundo.

Martinho nasceu na Hungria, antiga Panônia, por volta do ano 316, e pertencia a uma família pagã. Seu pai era comandante do exército romano. Por curiosidade começou a freqüentar uma Igreja cristã, ainda criança, sendo instruído na doutrina cristã, porém sem receber o batismo. Ao atingir a adolescência, para tê-lo mais à sua volta, seu pai o alistou na cavalaria do exército imperial. Mas se o intuito do pai era afastá-lo da Igreja, o resultado foi inverso, pois Martinho continuava praticando os ensinamentos cristãos, principalmente a caridade. Depois, foi destinado a prestar serviço na Gália, atual França.

Foi nessa época que ocorreu o famoso episódio do manto. Um dia, um mendigo que tiritava de frio pediu-lhe esmola e, como não tinha, o cavalariano cortou seu próprio manto com a espada, dando metade ao pedinte. Durante a noite, o próprio Jesus apareceu-lhe em sonho usando o pedaço de manta que dera ao mendigo e agradeceu a Martinho por tê-lo aquecido no frio. Dessa noite em diante, ele decidiu que deixaria as fileiras militares para dedicar-se à religião.

Com vinte e dois anos, já estava batizado, provavelmente pelo bispo de Amiens, afastado da vida da Corte e do exército. Tornou-se monge e discípulo do famoso bispo de Poitiers, santo Hilário, que o ordenou diácono. Mais tarde, quando voltou do exílio, em 360, doou a Martinho um terreno em Ligugé, a doze quilômetros de Poitiers. Lá, Martinho fundou uma comunidade de monges. Mas logo eram tantos jovens religiosos que buscavam sua orientação que Martinho construiu o primeiro mosteiro da França e da Europa ocidental.

No Ocidente, ao contrário do Oriente, os monges podiam exercer o sacerdócio para que se tornassem apóstolos na evangelização. Martinho liderou, então, a conversão de muitos e muitos habitantes da região rural. Com seus monges, ele visitava as aldeias pagãs, pregava o Evangelho, derrubava templos e ídolos e construía igrejas. Onde encontrava resistência, fundava um mosteiro. Com os monges evangelizando pelo exemplo da caridade cristã, logo todo o povo se convertia. Dizem os escritos que, nessa época, havia recebido dons místicos, operando muitos prodígios em beneficio dos pobres e doentes que tanto amparava.

Quando ficou vaga a diocese de Tours, em 371, o povo aclamou-o, unanimemente, para ser o bispo. Martinho aceitou, apesar de resistir no início. Mas não abandonou sua peregrinação apostólica: visitava todas as paróquias, zelava pelo culto e não desistiu de converter pagãos e exercer exemplarmente a caridade. Nas proximidades da cidade, fundou outro mosteiro, chamado de Marmoutier. E sua influência não se limitou a Tours, tendo se expandido por toda a França, tornando-o querido e amado por todo o povo.

Martinho exerceu o bispado por vinte e cinco anos. Morreu, aos oitenta e um anos, na cidade de Candes, no dia 8 de novembro de 397. Sua festa é comemorada no dia 11, data em que foi sepultado na cidade de Tours.

Venerado como são Martinho de Tours, ele se tornou o primeiro santo não-mártir a receber culto oficial da Igreja e também um dos santos mais populares da Europa medieval.

Recomeçar sempre!

Não desista nunca,
Nem quando o cansaço se fizer sentir,
Nem quando os teus pés tropeçarem,
Nem quando os teus olhos arderem,
Nem quando os teus esforços forem ignorados,
Nem quando a desilusão te abater,
Nem quando o erro te desencorajar,
Nem quando a traição te ferir,
Nem quando o sucesso te abandonar,
Nem quando a ingratidão te desconsertar,
Nem quando a incompreensão te rodear,
Nem quando a fadiga te prostrar,
Nem quando tudo tenha o aspecto do nada,
Nem quando o peso do pecado te esmagar…
Invoque Deus, cerre os punhos, sorria… E recomece!

São Leão Magno

São Carlos Borromeu

A obra de Santo Borromeu, um dos santos mais importantes e mais queridos da Igreja, poderia ser resumida em duas palavras: dedicação e trabalho. Mas para fazer justiça, como ele sempre pregou, temos que acrescentar mais uma, sem dúvida a mais importante: humildade. Oriundo da nobreza, Carlos Borromeu utilizou a inteligência notável, a cultura e o acesso às altas elites de Roma para posicionar-se à frente, ao lado e até abaixo dos pobres, doentes e, principalmente, das crianças.

Nasceu no castelo da família em Arona, próximo de Milão, a 02 de outubro de 1538. O pai era o conde Gilberto Borromeu e a mãe era Margarida de Médicis, a mesma casa da nobreza de grande influência na sociedade e na Igreja. Carlos era o segundo filho do casal, e aos doze anos a família o entregou para servir à Deus, como era hábito na época. Com vocação religiosa acentuada, penitente, piedoso e caridoso como os pobres.

Levou a sério os estudos diplomando-se em Direito Canônico, aos vinte e um anos de idade. Um ano depois fundou uma Academia para estudos religiosos, com total aprovação de Roma. Sobrinho de Pio IV, aos vinte e quatro anos já era sacerdote e Bispo de Milão. Na sua breve trajetória, deixou-se guiar apenas pela fé, atuando tanto na burocracia interna da Igreja quanto na evangelização, sem fazer distinção para uma ou para a outra. Talvez tenha sido o primeiro secretário de estado no sentido moderno da expressão. Formado pela universidade de Pávia, liderou uma reforma radical na organização administrativa da Igreja, que naquele período era alicerçada no nepotismo, abusos de influencias e sintomas graves de corrupção e decadência moral.

Para isso, conquistou a colaboração de instituições, das escolas, dos jesuítas, dos capuchinhos e de muitos outros. Foi um dos maiores fundadores que a Igreja possuiu. Criou seminários e vários institutos de utilidade pública para dar atendimento e abrigo aos pobres e doentes, o que lhe proporcionou o título de "pai dos pobres". Orientou muitas ordens e algumas que surgiram depois de sua morte o escolheram para padroeiro, dando continuidade à grandiosa obra de amparo aos mais pobres, que nos deixou. Contudo, tudo foi muito difícil, porque encontrou muita resistência de ordens conservadoras. Aliás, foi inclusive vítima de um covarde atentado enquanto rezava na capela. Mas saiu ileso e humildemente perdoou seu agressor.

Chegou o ano 1576 e com ele a peste. Milão foi duramente assolada e mais de cem padres pagaram com a própria vida as lágrimas que enxugaram de casa em casa. Um dos mais ativos era Carlos Borromeu. Visitava os contaminados, levando-lhes o sacramento e consolo sem limites nem precauções, num trabalho incansável que lhe consumiu as energias. Chegou a flagelar-se em procissões públicas, pedindo perdão a Deus em nome de seu povo.

Até que um dia foi apanhado finalmente pela febre, que minou seu organismo lentamente. Morreu anos depois se dizendo feliz por ter seguido os ensinamentos de Cristo e poder se encontrar com ele de coração puro. Tinha apenas quarenta e seis anos de idade, quando isso aconteceu no dia 04 de novembro de 1584, na sua sede episcopal, na Itália. O Papa Paulo V o canonizou no ano 1610 e designou a festa em homenagem à memória de Santo Carlos Borromeu, para o dia de sua morte [1].

Bento XVI a ele referindo-se [2] afirmou: “Sua figura destaca-se no século XVI como modelo de pastor exemplar pela caridade, doutrina, zelo apostólico e sobretudo, pela oração.

Dedicou-se por completo à Igreja ambrosiana: a visitou três vezes; convocou seis sínodos provinciais e onze diocesanos; fundou seminários para formar uma nova geração de sacerdotes; construiu hospitais e destinou as riquezas de família ao serviço dos pobres; defendeu os direitos da Igreja contra os poderosos; renovou a vida religiosa e instituiu uma nova Congregação de sacerdotes seculares, os Oblatos. (...) Seu lema consistia em uma só palavra:
“Humilitas”. A humildade o imipulsionou, como o Senhor Jesus, a renunciar a si mesmo para fazer-se servo de todos”.

[1] http:/www.cot.org.br/igreja/santo.php?id=417
[2] Angelus – 4 de novembro de 2007

Testemunho de Fé - Ingrid Betancourt

A 2 de junho, junto ao avião que a trouxe da selva, Ingrid Betancourt rezava de joelhos um Pai-Nosso e uma Ave Maria, em companhia de outros reféns libertados.
Nas mãos trazia o rosário que fizera com botões, em lugar das costumeiras contas. Esse mesmo rosário a acompanhou à França e ficou em suas mãos durante o encontro com o presidente francês Nicholas Sarkozy.

Libertada de seu cativeiro com as FARC, a política colombiana acorreu ao Santuário de Lourdes, na França, e à Basílica de Sacré-Coeur, em Paris, para “dar graças a Deus”.

Nessa ocasião concedeu uma entrevista exclusiva, em profundidade, ao semanário católico francês, Pélerin, em que falou de sua fé, de seu encontro com a Bíblia, com Jesus e com Maria.

No site do semanário, na web (www.pelerin.info), foi publicada parte da entrevista, como segue abaixo.

Ingrid Betancourt (primeira fila, a segunda à esquerda),
sua mãe (primeira fila, a primeira á esquerda),
Yolanda Pulecio e onze militares colombianos rezam na chegada ao aeroporto militar.

Ingrid Betancourt: “Minha fé me salvou”

A ex-refém mais famosa do mundo dirigiu-se à Basílica de Sacré-Coeur de Montmartre no domingo, 6 de julho, para agradecer a Jesus e á Virgem Maria sua libertação. Depois de rezar, Ingrid Betancourt concedeu uma entrevista a Pélerin para dizer como sua fé se manifestou nos momentos mais dolorosos de seu cativeiro.

Era domingo, seis de julho, á noite, por ocasião da missa das 22 horas celebrada na Basílica de Sacré-Coeur, que domina Paris, do alto de Montmartre. Ingrid tinha se proposto fazer esta peregrinação com seus familiares: os filhos Mélanie e Lorenzo, a mãe Yolanda, a irmã Astrid e alguns outros, porque queria cumprir a promessa feita durante o cativeiro: agradecer antes de tudo a Jesus e à Virgem Maria por lhe terem concedido a libertação.

Foi na capela situada atrás do coro da basílica que ela e sua família fizeram suas preces. Apesar do adiantado da hora e do cansaço, Ingrid aceitou dar declarações aos leitores de Pélerin, durante mais de meia-hora. Ela falou da fé que a sustentou na provação, de seu amor por Jesus e por Maria, suas leituras da Bíblia e do Evangelho, que lhe deram a força para não ceder ao ódio contra seus captores.

Seu primeiro gesto como mulher livre foi o sinal da cruz, suas primeiras palavras foram para agradecer a Deus e à Virgem Maria.

Por que sentiu essa necessidade?
Enquanto estava no cativeiro, tomei a resolução de que, assim que fosse libertada, agradeceria em primeiro lugar ao Senhor. Por quê? Porque se não tivesse o Senhor a meu lado, não penso que conseguisse crescer na dor. Ser refém o coloca numa situação de constante humilhação. Você é vítima de completa arbitrariedade, conhece o que há de mais vil na alma humana. Diante disso, há dois caminhos: ou deixar-se enfeiar, tornar-se amargo, agressivo, vingativo, com o coração repleto de rancor; ou escolher o outro caminho, aquele que Jesus nos mostrou. Ele nos pede: “Abençoe teu inimigo”. Cada vez que eu lia a Bíblia, eu sentia que essas palavras se endereçavam a mim, como se Ele estivesse a minha frente, sabendo o que devia me dizer. E aquilo ia direto ao meu coração!

Claro que reconheço que quando o inimigo é atroz, é difícil ser-se fiel a estas palavras. Contudo, desde que comecei a fazer o exercício de pronunciar “Abençoe teu inimigo”, embora tivesse desejo de dizer o contrário, foi mágico, havia como que uma espécie de... de alívio. E o horror simplesmente desaparecia. Coisas como essa eu poderia contar por dias e dias. Eu sei, eu sinto que houve uma transformação em mim e esta transformação eu a devo a esse contato, a esta capacidade de escutar aquilo que Deus queria para mim. Foi um diálogo constante com Deus, através do Evangelho!

Esta fé que a carregou durante todos esses anos estava lá desde os primeiros dias? Houve algum acontecimento especial? Um pensamento particular a fez voltar-se para Deus?
Eu vou lhe contar uma história em dois tempos, que quase me faria rir, tão perfeitamente me recordo desses episódios. No início de meu cativeiro, disse a mim mesma: “Bem, vou passar meses e meses aqui, então vou ler a Bíblia”, que eu não conhecia. Abrindo-a, caí nas epístolas de São Paulo. Eu o cito de memória, é mais ou menos assim: “Podes pedir o que quiseres, que de todo o modo o Espírito Santo pedirá melhor, porque Ele sabe melhor aquilo que necessitas”. Quando li isso, gritei: “Meu Deus, está bem, mas o que eu quero eu sei, é ficar livre!” Seis anos depois, relendo essa mesma epístola, eu enfim compreendi: “Felizmente, o Espírito Santo estava lá para rezar por mim, porque sou incapaz de pedir o que é preciso”.

E essa fé nunca a deixou? Não sentiu momentos de abandono, de solidão?
No primeiro ano, é verdade, fiquei lutando contra Deus. Eu me queixava terrivelmente a Ele da morte de meu pai. Eu Lhe dizia: “Por que me fizeste isso, se sabes que Te adoro? Por que me castigas?" Só depois compreendi que devia agradecer a Ele por ter levado meu pai, porque ele nunca poderia suportar esses seis anos de horror. Portanto sim, posso dizer que minha fé foi constantemente aumentando. É curioso, mas é como se coisas acontecessem para que eu compreendesse outras; Preciso lhes contar minha descoberta de Maria. Papai tinha uma grande devoção pela Virgem, mas devo confessar que na época, ela não me dizia nada. Digamos que não era uma imagem de mulher que me inspirasse.

Depois, durante o cativeiro, eu reli os Evangelhos e fui tomada de admiração por ela. Sem dúvida, para compreender a Virgem, é necessário ter vivido mais, ter adquirido uma certa maturidade. E eu comecei a achar verdadeiramente sensacional esta jovem que aceitou ter um filho, embora tivesse um plano de vida totalmente diferente. E ela correu todos os riscos. Para muitos cristãos, essas são coisas bem conhecidas, mas para mim, foi uma descoberta. Descobri uma Maria forte, uma Maria inteligente, uma Maria que tinha senso de humor.


Vou confessar: como dizem os canadenses, caí de amores por Maria lendo o Evangelho de São João, quando ele conta as bodas de Caná. Acho extraordinário o diálogo entre Maria e Jesus. Esta cumplicidade entre eles é genial. Apesar de todas as razões que Jesus expõe à sua mãe, ele já sabe que ele vai fazer o que ela quer, que ele transformará a água em vinho por amor a ela. Lendo essa passagem, não pude deixar de pensar em minha relação com meu filho Lorenzo.

Você se propôs a vir, esta noite, à Basílica de Sacré-Coeur? Qual o sentido dessa peregrinação?
Durante quase sete anos, fiz muitas promessas à Virgem e vou lhe contar uma coisa de especial importância para mim. Em 1º de junho, escutando a Rádio Católica Mundial, aprendi que o mês de junho é aquele em que se celebra o Sagrado Coração de Jesus. Ora, na última vez que estive com meu pai, na véspera de minha captura, estávamos no quarto dele, sentados junto a uma imagem do Sagrado Coração. Pegando minha mão e olhando para a imagem, papai pediu: “Sagrado Coração, toma conta de meu coração, de minha filha”. Assim, quando escutei falar sobre o Sagrado Coração de Jesus no rádio, imediatamente prestei atenção.

Naquele momento, eu ainda não conhecia a história de Santa Margarida-Maria, de fato, acabei de aprender o nome dela. Mas compreendi que se como ela, alguém se consagrasse ao Sagrado Coração de Jesus, receberia muitas graças. Lembro-me de uma graça em particular, aquela de Jesus prometendo tocar os corações duros que nos fazem sofrer. Então, fiz esta oração: “Meu Jesus, eu vou Te pedir algo bem concreto. Não sei o que significa exatamente, consagrar-se ao Teu Sagrado Coração. Mas se Tu me anunciares, no decorrer do mês de junho, que é o Teu mês, a data da minha libertação, eu serei toda Tua”.

E no dia 27 de junho, um comandante da guerrilha entra no acampamento e nos ordena preparar nossa coisas, porque talvez um dentre nós fosse ser libertado. Quando ele disse isso, pensei: “Aí está. Chegou a hora”. Minha libertação aconteceu de forma muito diferente, mas o fato é que Jesus teve palavra: eu vi um milagre.

Fonte: Pélerin.info
Tradução:
A FAMÍLIA CATÓLICA, sem conhecimento do autor

Prêmio Top of Quality Ambiental

O trabalho de preservação da Serra da Cantareira na área onde estão construídos o seminário dos Arautos do Evangelho e a Igreja Nossa Senhora do Rosário contribuiu para que a empresa Engema fosse a vencedora do Prêmio Top of Quality Ambiental oferecido pela OPB (Ordem dos Parlamentares do Brasil). Especializada em projetos ambientais, a Engema concorreu com outras 700 empresas brasileiras.

São Paulo, (TV Arautos).- A Ordem dos Parlamentares do Brasil (OPB) entidade criada em 1976 por Ulisses Guimarães e que tem como um de seus objetivos, desenvolver ações das quais a sociedade tem necessidade, premiou várias empresas por suas atividades ao longo do ano. Ao todo, 70 companhias foram reconhecidas nas três categorias de premiação: Medalha Ulisses Guimarães, Prêmio Top of Quality e Prêmio Top of Quality Ambiental.

Entre as empresas premiadas está a Engema, responsável por todo o projeto de manejo e reflorestamento da área onde foi construída a sede do Tabor, dos Arautos do Evangelho na Serra da Cantareira.

Este foi um trabalho que recebeu destaque das autoridades ambientais, tanto municipais como estadual que, na época da construção, ressaltaram que a quantidade de mata nativa replantada seria maior do que a que existia no local antes do início das obras. O responsável por este trabalho foi o engenheiro agronômo e presidente da Engema, Silas Werner Silva Júnior que recebeu o prêmio Top of Quality Ambiental e ressaltou a importância deste trabalho singular. "Eu me sinto muito a vontade para falar da questão ambiental porque sou engenheiro agrônomo de formação e desde muito jovem já havia optado por levar uma vida junto a questão ambental, junto ao meio ambiente e o fato de nós podermos trabalhar com isto hoje, encontrando o respaldo necessário para que possamos desenvolver uma série de trabalhos de recuperação ambiental, de desenvolvimentos, de empreendimentos que respeitem o meio ambiente, é muito salutar, é muito prazeroso".

A entrega do prêmio aconteceu num clube da zona sul da capital paulista e segundo a diretora do cerimonial da OPB, Giovana Dorneles, somente empresas que tem responsabilidade social estão aptas a participar do processo de seleção que vai escolher o melhor projeto. "A gente escolhe estas empresas através de indicações de empresários que são ligados à Ordem e credenciamentos que temos perante órgãos públicos".

Já o presidente da entidade, Dennys Serrano afirma que projetos como este, que foi desenvolvido pelos Arautos do Evangelho em preservar o meio ambiente, devem ser exemplo para outras empresas. "Os Arautos do Evangelho estão aqui justamente com o objetivo de ser reconhecido pelo excelente trabalho que faz à população, à sociedade brasileira", afirmou.

Veja o video em
http://www.tvarautos.org.br/?VerVideo=V&id_video=533