Santa Teresa d'Ávila


Os escritos da Santa Teresa sublinham sobre tudo o espírito de oração, a maneira de praticá-lo e os frutos que produz. Como a Santa escreveu precisamente na época em que estava consagrada a difícil tarefa de fundar conventos de carmelitas reformadas, suas obras, prescindindo de seu conteúdo e natureza, dão testemunho de seu vigor, laboriosidade e capacidade de recolhimento. Escreveu o "Caminho de Perfeição" para dirigir a suas religiosas, e o livro das "Fundações" para as animá-las e as edificar. Quanto ao "Castelo Interior", pode-se considerar que escreveu para a instrução de todos os cristãos. Nesta obra se mostra como verdadeira Doutora da Igreja.

As carmelitas, como a maioria das religiosas, tinham decaído muito do primeiro ardor, a princípios do século XVI. As religiosas podiam sair da clausura com o menor pretexto, de sorte que o convento se converteu no sítio ideal para quem desejava uma vida fácil e sem problemas. As comunidades eram extremamente numerosas, o qual era causa e efeito da relaxação. Por exemplo no convento de Ávila havia 140 religiosas. Santa Teresa que levava já 25 anos de vida religiosa no convento da Encarnação de Ávila, empreendeu o desafio de levar a cabo a iluminada idéia de fundar uma comunidade mais reduzida e reformada. A Santa estabeleceu a mais estrita clausura e o silêncio quase perpétuo. O convento carecia de rendas e reinava nele a maior pobreza; as religiosas vestiam rudimentares hábitos, usavam sandálias em vez de sapatos (por isso lhes chamou descalças) e estavam obrigadas à perpétua abstinência de carne. Santa Teresa não admitiu no princípio mais que 13 religiosas, mas logo aceitou que houvesse 21. Em 1567, o superior general dos carmelitas, João Batista Loiro (Rossi), visitou o convento de Ávila e ficou muito satisfeito com o trabalho realizado ali pela Santa, assim que concedeu a esta plenos poderes para fundar outros conventos do mesmo tipo e até a autorizou fundar dois conventos de frades reformados (carmelitas comtemplativos).

Santa Teresa morreu nos braços da Beata Ana em 4 de outubro de 1582. Sua canonização se realizou em 1622.

Fonte: ACI Digital

Nossa Senhora Aparecida

12 de outubro


Em 1928, o Papa Pio XI batizou Nossa Senhora Conceição de Aparecida como rainha e padroeira do Brasil.

Mas somente em 1954 que a santa passou a ser homenageada, especificamente no dia 12 de outubro, dedicado a ela.


COMO TUDO COMEÇOU?

A devoção à Nossa Senhora vem de longa data. Mais precisamente em 12 de outubro de 1717, quando três pescadores, Domingos Garcia, Felipe Pedroso e João Alves, após jogarem suas redes no rio Paraíba, pescaram a imagem da santa. Um sinal para a farta pescaria que viria a seguir.

A imagem em madeira media 40 cm de comprimento. Felipe guardou a imagem em sua casa, onde recebeu várias pessoas que queriam ver Nossa Senhora e fazer orações e novenas. Cinco anos depois, ao se mudar para outro bairro, ele deu a imagem a seu filho Athanásio, e pediu que a guardasse.

Na casa de Athanásio, foi construído um altar de madeira onde todos os sábados ele e os vizinhos rezavam um terço em sua devoção. Neste altar, os fiéis acreditam que Nossa Senhora fez seu primeiro milagre, apagando duas velas no momento da reza. Os presentes ainda tentaram reacendê-las mas não conseguiram.


O SANTUÁRIO

Em 1735, o vigário da cidade de Guaratinguetá construiu uma capela no Morro dos Coqueiros aberta à visitação pública. Mas o número de fiéis aumentava ano após ano, o que exigiu a construção de um basílica, batizada de Basílica Velha, localizada na cidade de Aparecida, em São Paulo.

A necessidade de uma basílica maior fez com que fosse construído o Santuário Nacional de Nossa Senhora de Aparecida, na mesma cidade, em 1955. Em tamanho, só perde para a de São Pedro, no Vaticano.

Abrigando a imagem encontrada no rio Paraíba, a basílica nova recebe romeiros o ano todo, aumentando quando se aproxima 12 de outubro e tem capacidade para receber 45 mil pessoas.

A importância da figura de Maria na Igreja, prende-se à importância do papel que ela teve na história da salvação, particularmente importante no mistério da encarnação junto ao Messias: mãe. Discreta durante o nascimento do Redentor, foi também uma presença discretíssima durante a vida pública de Jesus. Quantos fatos ela apenas “guardava em seu coração”!

E finalmente nos é dada como mãe, pelas palavras do próprio Salvador. Maria, repleta dos dons do Espírito Santo, mãe da Igreja, prolonga sua preciosa presença até o fim dos tempos, derramando sobre os membros de Cristo as graças que possui em plenitude.

A presença de Maria é um fio de ouro encontrado no tecido da história da salvação. Daí os cristãos, desde o início da Igreja reconhecerem a grandiosidade desta figura e prestarem culto a Deus através dos mais importantes momentos da vida de Maria e suplicarem sem cessar sua intercessão.


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Oração de Nossa Senhora Aparecida

Ó incomparável Senhora da Conceição Aparecida,
Mãe de Deus,
Rainha dos Anjos,
Advogada dos pecadores,
refúgio e consolação dos aflitos
e atribulados,
Virgem Santíssima,
cheia de poder e de bondade,
lançai sobre nós um olhar favorável,
para que sejamos socorridos por vós,
em todas as necessidades em que nos acharmos.
Lembrai-vos,
ó clementíssima Mãe Aparecida,
que nunca se ouviu dizer que algum daqueles
que têm a vós recorrido,
invocado vosso santíssimo nome
e implorado vossa singular proteção,
fosse por vós abandonado.
Animados com esta confiança,
a vós recorremos.
Tomamo-nos de hoje para sempre por nossa Mãe,
nossa protetora, consolação e guia,
esperança e luz na hora da morte.
Livrai-nos de tudo o que possa ofender-vos
e a vosso Santíssimo Filho, Jesus.
Preservai-nos de todos os perigos da alma e do corpo;
dirigi-nos em todos os negócios espirituais e temporais.
Livrai-nos da tentação do demônio,
para que, trilhando o caminho da virtude,
possamos um dia ver-vos e amar-vos na eterna glória,
por todos os séculos dos séculos.
Amém.

Os milagres de Nossa Senhora Aparecida


O encontro milagroso
Depois de muitos lances, João Alves, ao recolher sua rede, percebeu que ela havia apanhado alguma coisa. Surpresos, os três pescadores viram que se tratava do corpo de uma pequena imagem de barro, à qual faltava a cabeça. Tornando a lançar a rede um pouco mais abaixo, o mesmo pescador recolheu a cabeça da imagem, que deixou a todos maravilhados. Logo reconheceram que se tratava de uma representação de Nossa Senhora da Conceição, pois a Virgem calcava a lua debaixo dos pés. Esta invocação glorifica a Virgem Santíssima enquanto concebida sem o pecado original. Escolhida para ser a Mãe do Salvador, foi Ela preservada da mancha original, pelos méritos antecipados de seu divino filho, Jesus Cristo. Pela primeira vez, era vista e reverenciada a Imagem daquela que mais tarde seria proclamada Rainha e Padroeira do Brasil. Como outrora na Palestina a presença de Nosso Senhor na barca de Pedro fez com que a pescaria, até então infrutífera, se tornasse tão abundante que a barca quase afundava (São Lucas 5, 3-11), também a presença dos pescadores brasileiros operou o mesmo milagre: a partir do encontro da imagenzinha seus barcos transbordaram de peixes.

A libertação do escravo Zacarias
Um milagre espetacular, que muito contribuiu para a divulgação da devoção à Senhora Aparecida, foi o acontecido com o escravo Zacarias. Ele havia fugido de uma fazenda no Paraná e foi capturado no Vale do Paraíba. Estava sendo levado de volta, preso por correntes e argolas em torno dos pulsos e do pescoço, quando passaram perto da capelinha da Aparecida. Zacarias, cheio de confiança no poder e na bondade de Nossa Mãe do Céu, pediu para rezar diante de sua imagenzinha. Rezou com tanta fé, que as argolas e a corrente lhe caíram milagrosamente aos pés! Seu senhor, quando soube do milagre, deu-lhe logo a liberdade. Zacarias tornou-se um dos maiores devotos da Senhora Aparecida e um entusiasmado propagador da devoção a Ela.

O sacrilégio punido
Após a Independência do Brasil, o concurso dos romeiros e a devoção a Nossa Senhora Aparecida foi crescendo cada vez mais. Porém, o ódio dos maus também aumentava. Um homem sem fé e inimigo da Religião veio de Cuiabá com a sacrílega intenção de entrar a cavalo na igreja e derrubar a milagrosa Imagem. A Virgem, porém, não permitiu o sacrilégio: as patas do cavalo ficaram presas nas pedras da escadaria. Até hoje pode ver-se a marca de uma das ferraduras, gravada numa pedra que se conserva na Sala dos Milagres da Basílica Nova.

A cura da menina cega
Entre os inúmeros prodígios realizados pela Senhora Aparecida, em tempos antigos, está a cura de uma menina cega de nascença. Dona Gertrudes Vaz morava com sua filha em Jaboticabal, no interior de São Paulo. Um irmão dela, chamado Malaquias, ia sempre em peregrinação a Aparecida, e depois contava para a sobrinha os milagres que ali se operavam. A menina pedia à mãe para irem também em peregrinação. Mas como eram muito pobres, não tinham recursos para a longa viagem. Confiando, porém, na Virgem Aparecida, elas se puseram um dia a caminho, pedindo esmolas para se manterem. Depois de semanas de viagem, ao chegarem próximo de Aparecida, de repente, a menina, que era cega de nascimento, exclama com simplicidade: - Olha mãe! Aquilo não será a igreja de Nossa Senhora Aparecida? Muito emocionada, a mãe pergunta: - Então, minha filha, você está enxergando? - Perfeitamente, mamãe! - respondeu a menina. De repente veio uma luz que clareou a minha vista. Este caso deu-se no ano de 1874.

O pequeno mendigo paralítico
Narra um Missionário Redentorista do começo do século: "A imagem de Nossa Senhora Aparecida que levamos conosco parece exercer uma atração especial, pois muito e piedosamente se rezava diante dela. Depois da volta dos missionários, veio de Barra Mansa uma notícia sobre o milagre, acontecido durante a renovação da missão em Queluz, em outubro de 1903. Um menino de 10 a 11 anos, quase paralítico, foi a Queluz durante a renovação, para pedir esmolas. Um dos missionários, com a esmola, deu-lhe o conselho de fazer uma novena a Nossa Senhora Aparecida. O pequeno seguiu o conselho e após alguns dias, estava andando livremente; veio até Aparecida cumprir sua promessa".

Salvo de ser esmagado por um bonde
No dia 29 de outubro de 1920, o menino José, de três anos de idade, filho do Sr. João Sebe, de Aparecida, passando pela rua, foi colhido por um bonde da Companhia Luz e Força, ficando debaixo do mesmo. Nesse momento aflitivo, foi invocada Nossa Senhora Aparecida, em frente de cujo Santuário se deu o desastre. "Com grande admiração de todas as pessoas presentes, o menino foi tirado debaixo do bonde, entre as rodas, são e salvo, apenas com leve arranhadura".

A menina esfaqueada
Outra cura, também de uma criança, aconteceu na cidadezinha de presidente Alves, interior de São Paulo, durante as missões que lá se pregaram de 15 a 28 de fevereiro de 1929. O Padre nestor Tomás de Souza, um dos Missionários, relata o fato: "Estava exposta a imagem de Nossa Senhora Aparecida, que conosco levamos como de costume. E diante dela vinha rezar cotidianamente uma menina de uns 10 anos, a qual, vítima da fereza bárbara de um tipo vil, inimigo de seu pai, que a procurara assassinar, dando-lhe inúmeras facadas, tinha um dos braços quase sem movimento, resultante dos muitos ferimentos que nele recebera. Diziam os médicos terem sido atingidos os tendões. Prognosticaram a volta dos movimentos depois de muito tempo. Mas a criança pediu a cura completa a Nossa Senhora. Um dia ela pede à sua mãe uma moeda de mil réis para colocá-la ao pé da Imagem, a qual se achava exposta a altura tal, que uma criança como a sobredita menina só poderia alcançar erguendo-se na ponta dos pés e estendendo o braço. Depois de sua curta oração, a criança se levanta e, como se nada tivera até então, joga o braço para cima, e sem a mínima dor, tndo ouvido apenas um 'estalo', disse ela. Ela mesma espantada diante do acontecimento, deixa cair a moeda, mas a vem entregar ao missionário que acabara de dar a aula de catecismo, e corre à casa a narrar aos pais o acontecido. Admiram-se estes, puxam-lhe pelo braço, erguem-no. O membro tem todos os movimentos e a pequena não sente mais dores".

Diante de uma onça feroz
"Valha-me Nossa Senhora Aparecida!" Este impressionante caso passou-se em Piu-í, Minas Gerais, e foi narrado em carta aos "Ecos Marianos": "Piu-í, 24 de fevereiro de 1931. Há poucos dias, deu-se na fazenda das Araras, a uma légua e meia distante desta cidade, um grande milagre por intercessão de Nossa Senhora Aparecida. É assim que Tiago Terra, que se dirigia àquela fazenda, sem esperar, foi acometido em caminho por uma grande onça, que procurou agredi-lo. Não tendo forças e nem arma para se defender, na iminência de ser tragado pela fera, deu um forte grito: 'Valha-me Nossa Senhora Aparecida!'. Foi então que a onça ficou estupefata, e tomou um caminho à direita e por ele seguiu, deixando Tiago ileso. Se para maior glória de Deus e honra da Santíssima Virgem, quiserdes fazer público tão visível proteção, o favorecido Tiago vos ficará grato. - L. de Araujo".

Sentiu um toque sobrenatural e ficou curada
A "Tribuna" de Campinas escreveu em seu número de 17 de agosto de 1935: "Em palestra com o nosso redator, a Sra. D. Ernestina Santos, viúva, residente nesta cidade, à Rua Visconde do Rio Branco, nº 832, narrou o seguinte: Seriamente doente durante um ano, sendo que os últimos 7 meses recolhida ao leito completamente imóvel, desenganada pela ciência médica, teve a idéias de cumprir uma promessa que fora feita pelo seu saudoso esposo, quando ainda vivo. Dirigiu-se no dia 7 de julho do corrente ano ao bairro dos Amarais, para visitar a Capela de N. Sra. Aparecida. Com bastante esforço, sempre amparada pelos braços de um filho e da serviçal da casa, conseguiu penetrar na referida Capela. Rezou com devoção durante longo tempo e, de repente, sentiu um toque sobrenatural. Fazendo um pequeno esforço conseguiu locomover-se e, com espanto geral, começou a andar sem dificuldade. Tanto as pessoas de sua família, como das relações de sua amizade, são unânimes em afirmar que se trata de um autêntico milagre, levando em conta que a doente, os últimos meses, vinha passando deitada em seu leito sem poder fazer o mais leve movimento".

A serra elétrica parou milagrosamente
Um fato portentoso passou-se no longínquo Estado de Goiás, na povoação denominada Aparecida, onde há igreja e mesmo uma romaria em louvor à Padroeira do Brasil. "O serrador do Sr. José Cândido de Queiroz, na ocasião em que fazia um conserto na máquina de serra, ficou por acaso com o braço preso, enquanto a serra continuava a trabalhar. Mais uns instantes e seu braço seria forçosamente decepado pela serra. Lembrando-se neste angustiante momento de N. Senhora Aparecida, por Ela gritou e a serra no mesmo instante parou misteriosamente, sem intervenção humana. Esse fato ocorreu no dia 12 de julho de 1936".

Caiu debaixo de um carro de bois
Um fato passado em 1937: Em Ribeirão das Mortes, Minas, um menino, filho de Augusto Bernardes Ferreira, caiu debaixo da roda de um carro de bois carregado com 80 arrobas de madeira que passou-lhe por cima do corpo. Gritando por N. Sra. Aparecida, o pai teve a felicidade de ver seu filho ileso do perigo.

"Salvou nosso filho de ser esmagado", relata o Pe. Júlio Brustoloni
Uma família humilde veio da cidade de Cuiabá, MT, para agradecer. Quem nos conta a graça alcançada é a mãe da criança, dona Edna Neri: "Nosso filho pequeno estava brincando debaixo de um caminhão. Aconteceu que o motorista, sem preceber, pôs em movimento o caminhão. Foi tudo tão rápido que não pudemos impedir a saída do caminhão, mas girtamos por Nossa Senhora Aparecida. Assustado o motorista freou o veículo, julgando que tivesse passado por cima da criança. O menino sofreu apenas alguns ferimentos leves e já está perfeitamente bem. Era o dia de sua festa, 12 de outubro de 1983. Naquele dia meu marido havia feito, logo cedo, uma prece diante de sua Imagem agradecendo e pedindo proteção para toda a família. E naquele mesmo dia Nossa Senhora nos amparou, salvando nosso filho de ser esmagado pelas rodas do caminhão. Estamos aqui com toda a família para agradecer".

"Sinto-me feliz e cheia de fé"
Um dia (em 1984), encontrei no recinto da Basílica a doméstica Iracema Tavares dos Prazeres, residente em São Paulo, que, de joelhos, se dirigia para o altar da Imagem. Quase chorando, mas feliz, ela nos relatou: "Minha mãe sofreu trombose cerebral e ficou por mais de 15 dias em estado de coma. Na aflição pedi a Nossa Senhora que ajudasse minha mãe a sarar e prometi que, se fosse atendida, entraria de joelhos desde a entrada da igreja até o altar. Minha mãe recuperou a saúde e hoje vim cumprir minha promessa. Sinto-me feliz e cheia de fé e vontade de viver".

A filha se queimara toda
Outro caso relatado pelo Padre Júlio, também de 1984: "Um jovem casal veio diretamente da cidade de Guandu, na Bahia, para cumprir a promessa feita para a cura da filha. Abordamos o casal quando a mãe iniciava sua caminhada de joelhos, da entrada principal até o altar. Com emoção o casal nos confidenciou: "Viemos de Guandu, Bahia, e aqui estamos para agradecer o milagre que nossa bondosa Mãe fez em favor de nossa filha. Somos da roça. A menina se queimara toda e, sem recursos, pedimos a Nossa Senhora que salvasse nossa filha e que seus olhos não ficassem prejudicados. A criança está perfeita e por isso viemos cumprir a promessa: ir de joelhos pela igreja até o altar da Imagem e colocar na Sala dos milagres uma vela do tamanho da menina".

Nossa Senhora do Bom Remédio

800 anos atrás, Cristãos estavam sendo capturados pelos mouros e vendidos como escravos às milhares, ninguém sabia o que fazer a respeito. No ano de 1198, São João de Matha fundou a Ordem dos Trinitários para ir aos mercados e comprar os escravos cristãos e libertá-los. Precisavam, para isso, de vultosas somas em dinheiro.

Recorreram, então, ao auxílio de Maria Santíssima, o remédio para todas as necessidades que encontramos na vida. Foram abundantemente atendidos e conseguiram libertar da escravidão milhares de irmãos na Fé.

Tamanho sucesso obtiveram os Trinitários que chegaram ao longo dos séculos a libertar milhares e milhares de pessoas para retornarem a salvo para suas casas.

Em gratidão pela assistência milagrosa, São João de Matha honrou Maria com o título de Nossa Senhora do Bom Remédio. Devoção Mariana que traduz esse título é antiga e amplamente conhecida na Europa e na América Latina. A Igreja celebra esta festa em 8 de Outubro.

Quando necessitar, por qualquer razão, mas especialmente passando por dificuldades, obtenha Socorro invocando Nossa Senhora do Bom Remédio e você será ajudado rapidamente pelo poder de sua intercessão.

Nossa Senhora do Rosário

Tudo o que no Pai Nosso pedimos, é muito reto, muito bem ordenado e conforme a fé, esperança e caridade cristã, e já por isto tem o especial agrado da SS. Virgem. Além disto, ouvindo-nos rezar, Ela reconhece em nossa voz o timbre da voz de seu Filho, que nos deu e ensinou à viva voz esta oração e nô-la impôs dizendo: Assim deveis rezar. Maria, vendo-nos assim com o Rosário, cumprindo fielmente a ordem recebida, com tanto mais amor e solicitude nos atenderá. “As místicas coroas que lhe oferecemos, são-lhe sumamente agradáveis e penhores de graça para nós” (Leão XIII). A própria Rainha do Céu fez-se quase fiadora da eficácia desta excelente oração.

A origem da devoção à Nossa Senhora do Rosário é muito antiga, mas sua propagação tomou impulso com São Domingos de Gusmão. Foi por sua inspiração que São Domingos fez do Rosário sua poderosa arma para combater a heresia dos albingenses, isto no início do século XIII, onde a tal heresia crescia vertiginosamente na França. Fundou a ordem dominicana e por sua intensa propagação e devoção, a Igreja lhe conferiu o título de “Apóstolo do Santo Rosário”. Existem, inclusive, certas versões históricas que afirmam ter Nossa Senhora aparecido a São Domingos segurando o Menino Jesus no colo e oferecendo-lhe o santo Rosário, e cuja propagação e divulgação teria tomado impulso por pedido pessoal de Maria Santíssima.

À recitação do Rosário é que a igreja atribui os seus maiores triunfos, e grata atesta, pela boca dos Sumos Pontífices que, “pelo Rosário todos os dias desce uma chuva de bênçãos sobre o povo cristão” (Urbano IV); “que é a oração oportuna para honrar a Deus e a Virgem, como afastar bem longe os iminentes perigos do mundo” (Sixto IV); “propagando-se esta devoção, os cristãos entregues à meditação dos mistérios inflamados por esta oração, começarão a transformar-se em outros homens, as trevas das heresias dissipar-se-ão e difundir-se-á a luz da fé católica” (São Pio V); "desejamos ver sempre mais largamente propagada esta piedosa prática e tornar-se devoção verdadeiramente popular de todos os lugares, de todos os dias" (Leão XIII).

Nos mistérios do Rosário, contemplamos todas as fases do Evangelho:

Os mistérios gozosos retratam as meditações da anunciação do Anjo a Nossa Senhora, visitação de Maria à Santa Isabel, nascimento triunfante de Jesus, sua apresentação no templo e Jesus, entre os doutores da lei.

Nos mistérios dolorosos contemplamos a agonia de Jesus no horto, flagelação de Jesus, a coroação de espinhos, o calvário, a crucificação e morte de Jesus.

Nos mistérios gloriosos, a Ressurreição de Jesus, a sua Ascensão aos céus, a vinda do Espírito Santo sobre Maria e os Apóstolos, a Sua Assunção e gloriosa Coroação.

E, sob inspiração maternal de Nossa Senhora, no dia 16/10/2002, pela carta apostólica Rosarium Virginis Mariae, que Sua Santidade o Papa João Paulo II acrescentou ao Rosário os Mistérios Luminosos, que retratam a vida pública de Jesus, desde o seu batismo no Jordão, o primeiro milagre nas Bodas de Caná, proclamação do reino, transfiguração e instituição da Eucaristia. Estes mistérios foram inseridos entre os mistérios gozosos e os dolorosos, formando um perfeito complemento da meditação da Bíblia.

A santa devoção atravessou os séculos sempre com o empenho da Santa Igreja de difundi-lo. Tem a virtude de excitar e nutrir em nós o recolhimento, pondo-nos em contato com os mistérios da nossa religião. É a oração do sábio e do ignorante, pois, como nenhuma outra, se adapta à capacidade de todos.

Peçamos a Maria Santíssima a graça de sermos não só fiéis propagadores, mas principalmente perseverantes na prática de sua recitação, e que tenhamos sempre o desejo inflamado de rezá-lo sempre com muito entusiasmo e alegria. E que tenhamos a convicção de que o Rosário une o tempo à eternidade, a cidade terrena à cidade de Deus.

Fonte: http://www.paginaoriente.com/titulos/nsros0710.htm

Os Papas recomendam o Rosário

Pio IX: “Assim como São Domingos se valeu do Rosário como de uma espada para destruir a nefanda heresia dos albigenses, assim também hoje os fiéis exercitando o uso desta arma — que é a reza cotidiana do Rosário — facilmente conseguirão destruir os monstruosos erros e impiedades que por todas as partes se levantam” (Encíclica Egregiis, de 3 de dezembro de 1856).

Leão XIII: “Queira Deus — é este um ardente desejo Nosso — que esta prática de piedade retome em toda parte o seu antigo lugar de honra! Nas cidades e aldeias, nas famílias e nos locais de trabalho, entre as elites e os humildes, seja o Rosário amado e venerado como insigne distintivo da profissão cristã e o auxílio mais eficaz para nos propiciar a divina clemência” (Encíclica Jucunda semper, de 8 de setembro de 1894).

São Pio X: “O Rosário é a mais bela e a mais preciosa de todas as orações à Medianeira de todas as graças: é a prece que mais toca o coração da Mãe de Deus. Rezai-o todos os dias”.

Bento XV: “A Igreja, sobretudo por meio do Rosário, sempre encontrou nEla a Mãe da graça e a Mãe da misericórdia, precisamente conforme tem o costume de saudá-La. Por isso, os Romanos Pontífices jamais deixaram passar ocasião alguma, até o presente, de exaltar com os maiores louvores o Rosário mariano, e de enriquecê-lo com indulgências apostólicas”.

Pio XI: “Uma arma poderosíssima para pôr em fuga os demônios .... Ademais, o Rosário de Maria é de grande valor não só para derrotar os que odeiam a Deus e os inimigos da Religião, como também estimula, alimenta e atrai para as nossas almas as virtudes evangélicas” (Encíclica Ingravescentibus malis, de 29 de setembro de 1937).

Pio XII: “Será vão o esforço de remediar a situação decadente da sociedade civil, se a família, princípio e base de toda a sociedade humana, não se ajustar diligentemente à lei do Evangelho. E nós afirmamos que, para desempenho cabal deste árduo dever, é sobretudo conveniente o costume do Rosário em família” (Encíclica Ingruentium malorum, de 15 de setembro de 1951).

João XXIII: “Como exercício de devoção cristã, entre os fiéis de rito latino, .... o Rosário ocupa o primeiro lugar depois da Santa Missa e do Breviário, para os eclesiásticos, e da participação nos Sacramentos, para os leigos” (Carta Apostólica Il religioso convegno, de 19 de setembro de 1961).

Paulo VI: “Não deixeis de inculcar com toda a diligência e insistência o Rosário marial, forma de oração tão grata à Virgem Mãe de Deus e tão freqüentemente recomendada pelos Romanos Pontífices, pela qual se proporciona aos fiéis o mais excelente meio de cumprir de modo suave e eficaz o preceito do Divino Mestre: ‘Pedi e recebereis, buscai e achareis, batei e abrir-se-vos-á’ (Mt. 7, 7)” (Encíclica Mense maio, de 19 de abril de 1965).

João Paulo II: “O Rosário, lentamente recitado e meditado — em família, em comunidade, pessoalmente — vos fará penetrar pouco a pouco nos sentimentos de Jesus Cristo e de sua Mãe, evocando todos os acontecimentos que são a chave de nossa salvação” (Alocução de 6 de maio de 1980).

Benefícios e graças que podemos conseguir rezando o Santo Rosário com a meditação dos mistérios


Eleva-nos insensivelmente ao perfeito conhecimento de Jesus Cristo;
purifica nossas almas do pecado;

permite-nos vencer a nossos inimigos;

facilita-nos a prática das virtudes;

abrasa-nos no amor de Jesus Cristo;

habalita-nos a pagar nossas dívidas para com Deus e os homens;

por fim, obtém-nos de Deus toda espécie de graças.


Fonte: São Luís Grignion de Montfort (Obras de San Luis Maria Grignion de Montfort, El secreto admirable del Santissimo Rosario, Biblioteca de Autores Cristianos, Madrid, 1954, p. 353).

São Domingos de Gusmão

Domingos nasceu em 24 de junho de 1170, na pequena vila de Caleruega, na Velha Castela, atual Espanha. Pertencia a uma ilustre e nobre família, muito católica e rica: seus pais eram Félix de Gusmão e Joana dAza e seus irmãos, Antonio e Manes. O primeiro tornou-se sacerdote e morreu com odor de santidade. O segundo, junto com a mãe, foi beatificado pela Igreja.

Nesse berço exemplar, o pequeno Domingos trilhou o mesmo caminho de servir a Deus. Até mesmo o seu nome foi escolhido para homenagear são Domingos de Silos, porque sua mãe, antes de Domingos nascer, fez uma novena no santuário do santo abade. E, como conta a tradição, no sétimo dia ele lhe teria aparecido para anunciar que seu futuro filho seria um santo para a Igreja Católica.

Domingos dedicou-se aos estudos, tornando-se uma pessoa muito culta. Mas nunca deixou a caridade de lado. Em Calência, cidade onde se diplomou, surpreendeu a todos ao vender os objetos de seu quarto, inclusive os pergaminhos caros usados nos estudos, para ter um pequeno "fundo" e com ele alimentar os pobres e doentes.

Aos vinte e quatro anos, sentindo o chamado, recebeu a ordenação sacerdotal. Foi enviado para a diocese de Osma, onde se distinguiu pela competência e inteligência. Logo foi convidado para auxiliar o rei Afonso VII nos trabalhos diplomáticos do seu governo e também para representar a Santa Sé, em algumas de suas difíceis missões.

Durante a Idade Média, período em que viveu, havia a heresia dos albigenses, ou cátaros, surgida no sul da França. O papa Inocêncio III enviou-o para lá, junto com Diego de Aceber, seu companheiro, a fim de combater os católicos reencarnacionistas. Mas, devido à morte repentina desse caro amigo, Domingos teve de enfrentar a missão francesa sozinho. E o fez com muita eficiência, usando apenas o seu exemplo de vida e a pregação da verdadeira Palavra de Deus.

Em 1207, em Santa Maria de Prouille, Domingos fundou o primeiro mosteiro da Ordem Segunda, das monjas, destinado às jovens que, devido à carestia, estavam condenadas à vida do pecado. Os biógrafos narram que foi na igreja desse convento que Nossa Senhora apareceu para Domingos e disse-lhe para difundir a devoção do rosário, como princípio da conversão dos hereges e para a salvação dos fiéis. Por isso os dominicanos são tidos como os guardiões do rosário, cujo culto difundem no mundo cristão através dos tempos.

A santidade de Domingos ganhava cada vez mais fama, atraindo as pessoas que desejavam seguir o seu modelo de apostolado. Foi assim que surgiu o pequeno grupo chamado "Irmãos Pregadores", do qual fazia parte o seu irmão de sangue, o bem-aventurado Manes.

Em 1215, a partir dessa irmandade, Domingos decidiu fundar uma Ordem, oferecendo uma nova proposta de evangelização cristã e vida apostólica. Ela foi apresentada ao papa Inocêncio III, que, no mesmo ano, durante o IV Concílio de Latrão, concedeu a primeira aprovação. No ano seguinte, seu sucessor, o papa Honório III, emitiu a aprovação definitiva, dando-lhe o nome de Ordem dos Frades Predicadores, ou Dominicanos. Eles passaram a ser conhecidos como homens sábios, pobres e austeros, tendo como características essenciais a ciência, a piedade e a pregação.

Em 1217, para atrair a juventude acadêmica para dentro do clero, o fundador determinou que as Casas da Ordem fossem criadas nas principais cidades universitárias da Europa, que na época eram Bolonha e Paris. Ele se fixou na de Bolonha, na Itália, onde se dedicou ao esplêndido desenvolvimento da sua obra, presidindo, entre 1220 e 1221 os dois primeiros capítulos gerais, destinados à redação final da "carta magna" da Ordem.

No dia 8 de agosto de 1221, com apenas cinqüenta e um anos de idade, ele morreu. Foi canonizado pelo papa Gregório IX, que lhe dedicava especial estima e amizade, em 1234. São Domingos de Gusmão foi sepultado na catedral de Bolonha e é venerado, no dia de sua morte, como Padroeiro Perpétuo e Defensor dessa cidade.

Fonte: http://www.cot.org.br/igreja/santo.php?id=330